Data With Purpose Summit: o presente e o futuro dos dados

Jul 3, 2026

Sustentabilidade, gestão urbana, competitividade económica, da soberania à guerra, da governação ao talento, passando pela arte e até pelo mar, a inteligência artificial propõe-se a transformar informação em conhecimento e, consequentemente, em decisões mais informadas e conscientes. Mas, num mundo cada vez mais complexo e em constante mudança, até onde podem os dados ajudar-nos a antecipar o futuro? Como poderemos controlar esta guerra pelo poder? E como podemos, em contrapartida, utilizá-los com vista a um bem comum? Os dados deixaram de ser só um recurso tecnológico para se transformarem num recurso central para empresas, governos e organizações. Como devemos reagir?

Foi com estas questões em mente que a 4.ª edição do Data with Purpose Summit aconteceu, no passado dia 25 de junho, no Centro de Congressos do Taguspark, em Lisboa. Organizado pela NOVA Information Management School (NOVA IMS) e pelo Município de Oeiras, o tema deste ano centrou-se nos “Data Visionaries: Imagining Tomorrow, Today” e, ao longo do dia, foi discutido em flash talks e mesas-redondas onde, responsáveis políticos, académicos, investigadores e líderes empresariais, refletiram sobre a forma como os dados e a inteligência artificial são capazes de redefinir economias e as próprias organizações. Mais do que um simples debate sobre tecnologia, o encontro transformou-se numa reflexão sobre poder, responsabilidade e a importância de cada tomada de decisão. E aqui ficou claro que os dados surgem como um ativo estratégico capaz de apoiar políticas públicas, acelerar a inovação ou responder a desafios – nacionais ou globais -, e que o seu verdadeiro valor ainda está dependente da capacidade humana de os utilizar de forma ética.

  • De que forma a ciência de dados pode contribuir para o desenvolvimento da chamada economia azul;
  • O elevado nível de produção científica nacional vs a dificuldade que ainda persiste em transformá-la em inovação económica e impacto real na sociedade. E, aqui, Helena Vieira sublinhou que os dados recolhidos sobre o oceano só adquirem verdadeiro valor quando conseguem ajudar no apoio a decisões, na orientação de políticas públicas e na geração de benefício concretos, nos campos da economia e da sustentabilidade;
  • A quantidade de dados disponíveis vs a sua qualidade, com Leonardo Vanneschi a sublinhar que o verdadeiro desafio passa pela sua diversidade. Com base nesta ideia, reforçou como o oceano constitui um dos ambientes mais ricos para o desenvolvimento de soluções baseadas em IA, através do cruzamento de informação ambiental, económica, biológica e social, desde a monitorização da biodiversidade até à prevenção de fenómenos extremos;
  • Já Pedro Patacho foi o responsável por trazer para o centro da conversa a realidade de Oeiras, através da apresentação da Parque Cidades do Tejo, com o Ocean Campus e outros projetos do município que têm em vista aproximar universidades, empresas e administração pública. Muito para além de novos investimentos, o autarca defendeu uma nova forma de trabalhar, assente na partilha de informação entre instituições, e na utilização integrada dos dados para fomentar decisões mais eficazes.
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