Edifício Transparente: prazos da demolição no final do ano

Jul 20, 2026

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou esta segunda-feira estar ainda a ser elaborado o projeto para a demolição do Edifício Transparente e remeteu para “final do ano” a apresentação de prazos para a operação.

Estamos a trabalhar no projeto. Eu diria que é o tempo dos engenheiros, dos projetistas, dos arquitetos, olharem um pouco para aquela realidade e depois proporem-nos a solução técnica mais razoável e mais viável”, disse esta segunda-feira Pedro Duarte.

O presidente da autarquia, que falava esta segunda-feira durante uma visita à Praia do Ourigo, considerou ser ainda “um pouco prematuro” para estar a avançar com datas e prazos, mas assegurou estar “a acelerar o mais possível” e que “talvez no final do ano” já terá prazos mais concretos para apresentar.

Já o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que também estava presente na visita desta segunda-feira, disse estarem ainda a procurar fundos para a operação, que será para “requalificar aquela praia” que “tem que ser renaturalizada”.

Este edifício vai ser parcialmente demolido, deixando apenas um piso ao nível da praia para servir de apoio à prática balnear.

O Edifício Transparente, já perto da Rotunda da Anémona, foi construído em 2001 no âmbito do projeto de extensão do Parque da Cidade até ao mar, da autoria do arquiteto catalão Solà-Morales, intervenção financiada pelo programa Polis e integrada no plano de obras da empresa promotora do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura.

A visita desta segunda-feira realizou-se no âmbito da remoção das estruturas degradadas de um bar na Praia do Ourigo, no Porto, que foi concluída a 4 de julho.

Pedro Duarte elogiou a “conjugação de esforços, entre diferentes equipas, que permitiu que o Porto esta segunda-feira seja uma cidade melhor do que era ontem”, e Pimenta Machado esclareceu que a intervenção, embora prevista para 20 dias, foi possível concluir em apenas 10.

“Ela começou na véspera do São João e acabámos no dia 4 de julho, uma obra muito rápida, (mas ainda assim) demorou um bocadinho mais. Sabem porquê? Porque encontrámos aqui um conjunto de seringas, 427 aliás, (…) o que obrigou a alguns cuidados do ponto de vista sanitário”, partilhou com os jornalistas o presidente da APA, que considerou que, por isso, a “pequena intervenção” teve um “grande impacto na cidade”.

Questionado se o caso desta estrutura obrigou a uma reflexão interna sobre possíveis falhas de articulação entre organismos do Estado, Pimenta Machado afirmou que os vários organismos estão mais articulados e que se “aprende sempre”.

A estrutura de apoio de praia em betão teve pareceres positivos de todas as entidades envolvidas, nomeadamente da APA, da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e da Direção Regional de Cultura Norte e estava em construção quando, em maio de 2021, o então ministro da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, anunciou a sua demolição.

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