Manus retoma operações após China impedir venda à Meta

Ago 12, 2026

A Manus anunciou que vai retomar as operações como empresa independente, quatro meses depois de a China ter bloqueado a aquisição da startup de inteligência artificial (IA) pela tecnológica norte-americana Meta.

Numa mensagem aos utilizadores, a Manus afirmou que, como parte do processo de retoma da operação autónoma, irá eliminar alguns dados dos utilizadores para cumprir os requisitos regulamentares em determinadas jurisdições.

O aviso, citado pela publicação chinesa de negócios Yicai na terça-feira, especifica que os dados gerados por determinados utilizadores desde 29 de dezembro de 2025 serão eliminados entre 23 e 24 de agosto.

A missiva instava os utilizadores afetados a fazerem cópias de segurança dos dados antes de 23 de agosto.

A Meta tinha anunciado em dezembro a aquisição, por dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros), da Manus, uma empresa de inteligência artificial com raízes chinesas mas sediada em Singapura, num movimento pouco comum de uma grande tecnológica dos Estados Unidos sobre uma empresa ligada à China.

A Manus desenvolve agentes de inteligência artificial de uso geral, capazes de executar tarefas complexas de forma autónoma, e a operação visava reforçar a oferta de IA da Meta nas suas plataformas.

Mas em abril a China bloqueou o negócio, invocando regras de segurança sobre investimento estrangeiro.

Numa nota breve, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma chinesa indicou que proibiu a operação e exigiu às partes envolvidas que abandonassem o negócio, sem mencionar diretamente a Meta, dona do Facebook e do Instagram.

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