O presidente do Governo Regional dos Açores defendeu esta segunda-feira que o Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira (Terinov), ampliado com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), é fundamental para a internacionalização da região.
“O Terinov é essencial para internacionalizar os Açores. A internacionalização dos Açores, através da ciência, através do conhecimento, através da tecnologia, através dos parques tecnológicos e, em particular, deste parque tecnológico, Terinov, é fundamental para, com esta internacionalização, nós sabermos captar negócio”, afirmou o chefe do executivo açoriano (PSD/CDS/PPM), José Manuel Bolieiro.
O governante falava, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, na inauguração das obras de ampliação do Terinov, que abriu portas há oito anos e conta com 98 empresas e entidades instaladas.
Bolieiro deu como exemplo o caso de um empresário do Canadá, com uma empresa instalada no Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel (Nonagon), que manifestou intenção de se instalar também no Terinov, para reiterar que o parque é “um elemento de internacionalização decisiva”.
“Através do Terinov, nós já participámos em 13 projetos de inovação e desenvolvimento internacionais, envolvendo 16 milhões de euros em financiamento internacional. Isto é, efetivamente, a confirmação deste reforço que os Açores dá ao país, em matéria de projeção nacional da inovação e do empreendedorismo”, apontou.
O chefe do executivo açoriano sublinhou que os Açores estão a construir “um novo ciclo” da “autonomia do conhecimento”, em que a ciência e a tecnologia “dão um conteúdo decisivo”.
“A prosperidade da nossa economia na economia do futuro estará assegurada, com mais convicção e certeza, através da ciência e tecnologia. A autonomia política terá mais valor se for realizada com base na autonomia do conhecimento”, frisou.
Sem esquecer a importância do setor primário e do turismo, na criação de riqueza, o governante defendeu que com a ciência e tecnologia e com a transição digital “o valor dos Açores e da sua economia no futuro tem outro potencial”.
“Os Açores não são o espaço residual terrestre e demográfico que ainda prevalece muitas vezes na mente de alguns. Nós somos uma dimensão relevante, estratégica, geopolítica, económica, já concentradora de investimentos e de oportunidades das novas economias ligadas à transição digital que o mundo atravessa e que nos coloca (…) como relevantes neste futuro. É por isso que nós somos verdadeiramente um laboratório de futuro”, reforçou.
Inaugurado há seis anos, o Terinov abriu portas há oito e incuba atualmente 98 entidades (90 de natureza empresarial e oito de natureza científica), num total de 338 utilizadores, de 14 nacionalidades, onde se incluem 25 doutorados.
“Isto é significativo. Nós estamos a potenciar o empreendedorismo da investigação, da ciência, da tecnologia, do digital e de tudo o que a ciência nos pode dar”, vincou Bolieiro.
O novo edifício, com oito novos espaços, vai permitir acolher entre oito e 16 empresas, mas o presidente do Governo Regional admitiu a possibilidade de ser novamente ampliado no futuro.
A obra, financiada pelo PRR, em 2,1 milhões de euros, foi lançada em janeiro de 2025, com um prazo de execução de um ano.
José Manuel Bolieiro reiterou a convicção de que, até 31 de agosto, os “poucos” marcos e metas do PRR nos Açores ainda por executar “serão cumpridos”.
