#

← scroll down

7 coisas que nunca deve partilhar online (pela sua segurança)

Notícia publicada no Multinews Sapo a 08 de Outubro de 2021.

A pandemia veio acelerar a digitalização de praticamente todas as áreas da sociedade e, hoje, é possível fazer compras de supermercado através da internet, mas também pedir medicamentos na farmácia ou, até, resolver questões mais burocráticas – como mudar a morada no cartão de cidadão, por exemplo.

Todos estes serviços implicam a partilha de dados e, se juntarmos ainda as redes sociais, são várias as informações que os internautas vão tornando mais ou menos públicos à medida que tiram partido da evolução da internet. No entanto, nem tudo deve ser partilhado online, tal como lembra o Instituto de Cibersegurança de Espanha (Incibe).

De acordo com uma infografia divulgada pelo jornal La Vanguardia, há pelo menos sete dados que não devem ser partilhados sob pena de consequências negativas como ciberataques ou tentativa de fraude. Eis os conselhos deixados pelo Incibe:

 

Número de telemóvel ou email

Este será um dos conselhos mais difíceis de seguir, uma vez que se tornou habitual indicar o número de telemóvel e/ou email para efetuar o registo nos mais variados sites. No entanto, o Incibe alerta que esta é uma partilha que pode expor os internautas a spam, phishing ou outros ataques informáticos. A solução poderá ser a criação de um endereço eletrónico destinado exclusivamente a registos online;

 

Morada

Também não se deve partilhar a morada, especialmente se se tratar da morada de casa. Além disso, não é aconselhável mostrar a localização em tempo real ou mesmo locais frequentados com frequência. Este é o tipo de informações que faz com que seja mais fácil para potenciais ladrões seguirem os movimentos de alguém e perceberem qual é a melhor hora para tentar roubar uma casa;

 

Fotografias de menores

Embora possa ser difícil controlar o impulso de partilhar com o mundo a mais recente conquista do novo membro da família ou, simplesmente, uma fotografia que mostre como é engraçado, é recomendado que se tente travar a vontade. O Incibe sublinha que não se sabe onde podem ir parar as fotografias de crianças partilhadas nas redes sociais e que o melhor será, pelo menos, tapar o rosto;

 

Fotos comprometedoras

No mesmo sentido, também não é aconselhável partilhar imagens que podem ser comprometedoras, ou seja, de caráter íntimo ou sexual. Estas podem representar uma ameaça no futuro, mesmo quando são publicadas a partir de perfis privados;

 

Documentos pessoais

Revelar o número do Cartão de Cidadão – seja somente o número ou mesmo uma foto do documento – abre a porta ao roubo de identidade, por exemplo. Também a carta de condução, contratos de trabalho e dados bancários devem ficar de fora das partilhas online;

 

Conversas privadas

O Incibe sugere, ainda, que, tal como não se pode publicar fotografias de outras pessoas sem o seu consentimento, também não se deve tornar pública uma conversa que foi tida em privado. Mesmo partilhar capturas de ecrã de apenas excertos, por exemplo, deve ficar fora de cogitação;

 

Opiniões, queixas e comentários comprometedores

Por fim, o Incibe refere que é comum recorrer à internet para deixar críticas ou reclamações, mas que esta talvez não seja a melhor abordagem. De acordo com este organismo, um comentário nas redes sociais pode deixar alguém ofendido, por exemplo, resultando numa guerra virtual que pode gerar problemas para o internauta.

codefive