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Depois da polémica com os sites do governo, a Google lança 6 mitos sobre Google Analytics

Notícia publicada no Pplware a 26 de Junho de 2021.

Os sites do Governo, SNS, PSP e GNR foram acusados esta semana de enviarem dados para a Google, mais concretamente, através de uma ferramenta da gigante das pesquisas, o Google Analytics. Da polémica resultou a suspensão da utilização desta plataforma. A empresa americana referiu que foram acusações graves e infundadas.

Agora, a Google, através do seu blog, veio explicar 6 mitos sobre o Google Analytics.

Apesar da tentativa de não demonizar a ação das ferramentas da Google, o assunto ecoou de novo na falta de cuidado que os serviços públicos têm em relação a dados dos cidadão, portugueses ou não.

Aliás, é mesmo apontado que o Estado está a entregar de mão beijada a gigantes da internet dados sensíveis dos cidadãos. A gigante das pesquisas está na linha de fogo e vem agora em sua defesa desmistificar alguns assuntos.

 

Acusações feitas à Google são “muitos graves”

Na sequência das questões e dúvidas relacionadas com o Google Analytics, a Google acaba de publicar um post no seu blogue oficial em Portugal sobre os 6 mitos do Google Analytics pretendendo-se clarificar o que faz o Google Analytics e, mais importante, o que não faz.

Segundo a empresa, hoje, ouvimos muitas questões em Portugal sobre o Google Analytics, um conjunto de ferramentas de web básicas e quotidianas que ajuda muitos proprietários de websites de entidades empresariais, públicas e sem fins lucrativos analisar dados sobre como os visitantes usam os seus websites, para que possam ter certeza de que estão a proporcionar serviços que funcionam para as pessoas que estão a tentar servir.

A Google refere que é transmitido o equívoco de que, porque a publicidade é uma parte chave nos negócios da Google, o uso desta ferramenta de medição pelas autoridades de saúde de Portugal equivale, de facto, à “exploração comercial”.

Por preocupação por quem leu ou ouviu sobre o tema, e em respeito à missão dos serviços de saúde portugueses, a Google aborda diretamente estas alegações, pois elas são muito graves.

Por esse motivo, a empresa vem clarificar alguns mitos e explicar diretamente o que o Google Analytics faz, e mais importante, o que não faz.

Google analytics

 

6 mitos sobre Google Analytics

Mito n.º 1: O Google Analytics é um produto de publicidade.

Facto: Não, o Google Analytics é uma ferramenta de análise da web (com versões gratuitas e pagas) que permite aos proprietários de sites e aplicações analisar as informações dos seus websites, como horários de visitas ao site ou interações do utilizador com uma nova página inicial para entender melhor o que está a funcionar ou não, de forma a criar melhores experiências para os seus utilizadores.

O Google Analytics não publica anúncios. (Poderá ler mais sobre isto aqui. Existem outras opções no mercado — poderá ler mais sobre elas aqui.)

 

Mito n.º 2: Os clientes do Google Analytics, incluindo ministérios do governo, “entregam” dados sensíveis do utilizador à Google.

Facto: Os clientes (donos dos websites) do Google Analytics NÃO “entregam” os seus dados à Google ou a mais ninguém. Eles retêm a propriedade dos dados recolhidos nos seus websites e a Google apenas armazena e processa o que é necessário para fornecer relatórios agregados sobre o comportamento dos utilizadores nos seus sites, e também conforme requisitado para fornecer e manter o serviço do Analytics.

Os donos dos websites, não a Google, controlam como os dados que recolhem com o Analytics nos seus sites são utilizados.

  • O Google Analytics apenas processa os dados que os clientes recolhem nos seus sites confirme requerido para fornecer aos donos dos websites o serviço do Analytics. Os donos dos websites podem, de forma separada, decidir partilhar os seus dados do Analytics com a Google para alguns propósitos específicos, incluindo suporte técnico, benchmarking, e suporte de vendas.
  • Há apenas uma configuração de partilha de dados (a configuração “produtos e serviços do Google”) que permite que os clientes possam optar por permitir que a Google use dados do cliente para melhorar produtos/serviços diferentes do Google Analytics. Mesmo quando clientes escolhem ativá-la, a Google não usa os dados para segmentar visitantes com os seus próprios anúncios ou criar perfis de anúncios para esses utilizadores.
  • Informações sensíveis e informações de identificação pessoal nunca são permitidas no Google Analytics. Caso os donos dos websites queiram segmentar anúncios a seus próprios utilizadores nas suas contas no Google Ads, criando “listas de audiência” no Google Analytics, eles não podem se basear em nenhuma lista de dados sensíveis.
  • A acusação de que a Google cria perfis de segmentação sobre si usando dados do Google Analytics para o seu próprio uso comercial também é falsa. Os clientes podem usar os dados que recolhem sobre os visitantes dos seus websites para criar listas de público-alvo, e depois segmentar essas listas para os seus próprios anúncios nas suas contas no Google Ads. A Google não usa informações de clientes do Google Analytics sobre os seus visitantes para servir a esses visitantes anúncios da Google ou outros clientes.
  • Em suma: A Google não usa os dados das contas dos clientes no Google Analytics para os seus próprios fins de segmentação de anúncios, nem cria perfis de publicidade a partir de dados sensíveis para segmentar anúncios para si.

 

Mito n.º 3: O Google usa os dados recolhidos pelos clientes do Google Analytics para os seus próprios fins.

Facto: A Google NÃO tem direitos para ou a intenção de usar dados recolhidos pelos donos de websites através do Google Analytics para os nossos próprios fins.

Apenas usamos os dados do Google Analytics conforme requerido para oferecer e manter o serviço, ou conforme instruções dos clientes.

  • A Google NÃO usa os dados nas contas do Google Analytics dos donos dos sites para a sua própria segmentação de anúncios ou fins comerciais (consulte os nossos Termos de processamento de dados de anúncios e os Termos de serviço do Google Analytics em português).
  • Quando os donos dos sites recolhem dados via Google Analytics, a Google usa os dados estritamente conforme instruído pelos donos dos sites — por exemplo, para fornecer relatórios e análises sobre esses dados — ou conforme necessário para manter e proteger o serviço — por exemplo, deteção e prevenção de uso indevido, abuso, spam, malware e outras atividades prejudiciais que colocam em risco o serviço ou a si.

Google analytics

 

Mito n.º 4: O Google Analytics está a funcionar sem qualquer visibilidade ou controlo dos utilizadores da web.

Facto: Oferecemos um add-on de navegador de internet que desativa a medição pelo Google Analytics em qualquer site que um utilizador visita, em linha com a nossa ênfase de longa data em dar o controlo ao utilizador.

Além de proporcionar fortes proteções por definição, o nosso objetivo é proporcionar controlos acessíveis, intuitivos e úteis para que possa fazer as escolhas certas para si. Pode escolher se e como os cookies são usados ​​pelos websites que visita e bloquear todos os cookies em alguns ou todos os websites.

Além disso, os websites que usam o Analytics devem aderir às nossas políticas, o que significa que devem:

  • Avisá-lo sobre implementações e recursos do Google Analytics que utilizam, incluindo avisos sobre quais dados recolhem por meio do Google Analytics e se estes dados podem ser conectados a outros dados que eles têm sobre si.
  • Obter o seu consentimento ou, por outro lado, proporcionar-lhe a oportunidade de recusar as implementações e recursos, conforme exigido pelas leis relevantes no seu mercado.

 

Mito nº 5: A Google (ou qualquer outro) mantém “perfis” com base nos dados do Google Analytics. Estes dados podem “fugir” para entidades externas.

Facto: A Google NÃO cria perfis de utilizador no Google Analytics, tampouco usa dados dos clientes do Google Analytics para seus próprios fins de segmentação de anúncios.

Nenhum cookie (identificador) do Google Analytics contém informação identificável, e é um identificador único para a sua visita específica a essa propriedade específica, o que significa que o Google Analytics não o rastreia por outros sites ou fora do contexto específico.

  • O identificador do Google Analytics não inclui nenhuma informação identificável. Os dados associados à sua visita (por exemplo, tipo de dispositivo, hora em que chegou e que saiu do website, de onde no mundo está a fazer login) estão ligados a um conjunto aleatório de números e não podem ser usados ​​para identificá-lo.
  • Qualquer anúncio personalizado com base em dados do Google Analytics é feito pelo próprio dono do website (o cliente do Analytics), não por nenhuma “empresa de anúncios” terceirizada. A Google não partilha os dados de Analytics de clientes com nenhuma empresa de publicidade.
  • Os proprietários de websites não têm permissão para recolher informações de identificação pessoal sobre si através do Google Analytics. Se eles inadvertidamente o fizerem, fornecemos-lhes várias ferramentas de exclusão de dados para remover imediatamente os dados dos nossos servidores.
  • Os termos de serviço do Google Analytics proíbem os donos de websites de enviar à Google informações de identificação pessoal ou informações que a Google possa usar ou reconhecer como informações de identificação pessoal.

Mito nº 6: O uso de serviços de anúncios online ou cookies de publicidade por um ministério do governo significa que os anúncios estão a ser exibidos com base em informações sensíveis como saúde, etnia, preferência sexual, etc.

Facto: Mesmo quando um cookie é usado por um website para cookies de publicidade, isso não significa que o está “rastreando” ou recolhendo informação sensível sobre si.

  • Ele também pode ser usado, por exemplo, para evitar que o mesmo anúncio de serviço público lhe seja mostrado repetidamente, ou para ajudar um ministério da saúde a compreender se os seus anúncios estão a funcionar como pretendido, se estão dentro do orçamento definido, não ser enganado por burlões, etc.
  • De qualquer forma, a Google não cria perfis de publicidade a partir de categorias de interesse sensíveis como saúde, e temos diretrizes rígidas que impedem os anunciantes de usar estes dados para segmentar os próprios anúncios.
  • Em suma: Nenhum ministério de saúde em Portugal ou qualquer outro lugar tem permissão da Google para utilizar as suas informações sensíveis de saúde para segmentar anúncios para si.

O interesse nestas ferramentas importantes da web aberta é bem-vindo, assim como a oportunidade para nos explicarmos aos cidadãos de Portugal e para além de Portugal.

codefive