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Verifique se o seu email foi usado em ataques com o malware Emotet através de uma ferramenta online

Notícia publicada no Sapo TEK a 4 de Novembro de 2020.

Em Have I been Emotet, precisa apenas de inserir o seu endereço de correio eletrónico e, de seguida, clicar em “Check”. No espaço de segundos saberá se a sua conta foi comprometida.

Tendo em conta o atual panorama de ciberameaças, é necessário manter sempre um olho atento à segurança das nossas contas online. Agora, além do conhecido website Have I been Pwned, há uma nova plataforma onde pode verificar facilmente se a sua conta de email foi comprometida em algum ataque com o malware Emotet.

Embora tenham um nome e um modo de funcionamento semelhante, ambas as plataformas têm criadores diferentes. Na Have I been Emotet, precisa apenas de inserir o seu endereço de correio eletrónico e, de seguida, clicar em “Check”. No espaço de segundos saberá se a sua conta foi comprometida e se estão ser enviados emails fraudulentos através dela, ou se está a recebê-los.

Emotet

 

Identificado pela primeira vez em 2014, o Emotet foi concebido originalmente como um trojan bancário que tinha como objetivo roubar informações privadas das vítimas. Com o passar do tempo, o software malicioso foi se tornando mais sofisticado, sendo capaz, por exemplo, de disseminar outros tipos de malware.

De acordo com os especialistas da Kaspersky, o Emotet dissemina-se através de emails de spam. As mensagens, criadas de forma a parecerem o mais credíveis possível, contêm um link malicioso ou um documento infetado. Ao abri-los, o malware infiltra-se no equipamento da vítima, tentando aceder a quaisquer redes a que esteja ligado. Ao longo de todo o processo, o Emotet aproveita-se de possíveis vulnerabilidades que existam no software e ou sistema operativo, recorrendo também a ataques de força bruta para descodificar as passwords dos utilizadores.

Ainda em abril deste ano, um relatório de cibersegurança da Microsoft revelou que a família de malware Emotet, assim como a do Trickbot, ainda estavam muito ativas e, com o surgimento da pandemia de COVID-19, os cibercriminosos estavam a mudar os “iscos” utilizados para aproveitarem-se dos receios e ansiedades dos utilizadores mais incautos. A empresa detetou 76 variantes das ameaças a nível global, algumas encontradas em Portugal, e todas usavam a COVID-19 como meio de chamar a atenção.

Verificou que o seu email foi comprometido? É verdade que mesmo que se costumem seguir as habituais regras de segurança, há ainda uma possibilidade de ser vítima de um ciberataque. Para saber quais são as medidas que têm de tomar para mitigar as consequências, o SAPO TEK compilou alguns conselhos de especialistas da Check Point, ESET e Kaspersky.

codefive