O investidor norte-americano Warren Buffett, antigo presidente executivo e atual presidente do Conselho de Administração da Berkshire Hathaway, excluiu da sua doação anual de ações a Fundação Gates — que recebeu mais de 47 mil milhões de dólares (cerca de 41,1 mil milhões de euros) em ações do conglomerado desde 2006, ano em que bilionário de 95 anos assumiu o que descreveu como uma promessa irrevogável de doar parte da sua fortuna ao longo da vida. A decisão de não contemplar a organização fundada por Bill Gates foi anunciada esta terça-feira, e surgiu após as revelações sobre a alegada relação do fundador da Microsoft com Jeffrey Epstein.
Em março, Buffett afirmou que não fala com Bill Gates desde que “tudo veio a público”, numa referência às ligações com Jeffrey Epstein, apesar do fundador da Microsoft ter dito que não testemunhou qualquer conduta criminosa do empresário acusado de tráfico sexual. Segundo o Financial Times, o atual presidente do Conselho de Administração da Berkshire acrescentou ainda que não queria estar na posição de ser chamado como testemunha na investigação sobre Epstein.
O bilionário de 95 anos e Bill Gates mantiveram uma amizade de longa data e eram presença habitual nos encontros anuais de acionistas da Berkshire Hathaway, de acordo com a Reuters. No ano passado, Buffett doou mais de 4,5 mil milhões de dólares (aproximadamente 3,9 mil milhões de euros) à Fundação Gates, na qual desempenhou funções como administrador até 2021.
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