Sustentabilidade, gestão urbana, competitividade económica, da soberania à guerra, da governação ao talento, passando pela arte e até pelo mar, a inteligência artificial propõe-se a transformar informação em conhecimento e, consequentemente, em decisões mais informadas e conscientes. Mas, num mundo cada vez mais complexo e em constante mudança, até onde podem os dados ajudar-nos a antecipar o futuro? Como poderemos controlar esta guerra pelo poder? E como podemos, em contrapartida, utilizá-los com vista a um bem comum? Os dados deixaram de ser só um recurso tecnológico para se transformarem num recurso central para empresas, governos e organizações. Como devemos reagir?
Foi com estas questões em mente que a 4.ª edição do Data with Purpose Summit aconteceu, no passado dia 25 de junho, no Centro de Congressos do Taguspark, em Lisboa. Organizado pela NOVA Information Management School (NOVA IMS) e pelo Município de Oeiras, o tema deste ano centrou-se nos “Data Visionaries: Imagining Tomorrow, Today” e, ao longo do dia, foi discutido em flash talks e mesas-redondas onde, responsáveis políticos, académicos, investigadores e líderes empresariais, refletiram sobre a forma como os dados e a inteligência artificial são capazes de redefinir economias e as próprias organizações. Mais do que um simples debate sobre tecnologia, o encontro transformou-se numa reflexão sobre poder, responsabilidade e a importância de cada tomada de decisão. E aqui ficou claro que os dados surgem como um ativo estratégico capaz de apoiar políticas públicas, acelerar a inovação ou responder a desafios – nacionais ou globais -, e que o seu verdadeiro valor ainda está dependente da capacidade humana de os utilizar de forma ética.
