Dois erros ditaram o desmantelamento do KillSec, um grupo de hackers que se dedicava a extorquir vítimas de roubo de dados pessoais para que estes não fossem divulgados, o chamado ransomware. Segundo as autoridades, algumas vítimas do KillSec pagaram meio milhão de euros para que os seus dados não fossem divulgados; são-lhes atribuídos cerca de mil ataques pelo mundo inteiro. Eram liderados por um jovem de 16 anos a partir de Alicante, Espanha, acredita a Europol.
Foi a Europol que coordenou as operações policiais em nove países europeus e nos EUA que levaram à detenção de três membros do KillSec. Tudo foi possível graças ao cruzamento de informações entre o FBI do território norte-americano de Porto Rico e a Guardia Civil espanhola, que permitiu identificar uma morada e um número de telefone. Esta quarta-feira, 30 de setembro, a operação KillSwitch avançou para travar uma prática criminosa que ocorria pelo menos desde 2024.
Segundo esta agência europeia, a operação liderada pela Alemanha — país onde ocorreram 70 ataques informáticos do KillSec, mas não foram feitas detenções — continuará com a análise aos equipamentos apreendidos. Num site da dark web, não acessível através dos motores de busca mais utilizados e onde o grupo costumava divulgar os dados roubados de quem não pagasse, está agora um aviso das autoridades.
