“Um drone de reconhecimento inimigo entrou no nosso setor. Ficámos surpreendidos porque nunca tínhamos visto nada assim antes”. Foi assim que o comandante de um batalhão antidrones russo a operar na guerra da Ucrânia reagiu perante o AR3, um dos modelos da Tekever, a empresa portuguesa que se tornou num player internacional avaliado em mais de mil milhões de euros a fornecer este tipo de equipamento.
Desde os primeiros meses de combate após a invasão russa da Ucrânia que a empresa fundada em Lisboa tem vindo a fornecer a Kiev drones para apoiar operações terrestres e marítimas. Esta segunda-feira — tanto quanto é sabido publicamente — foi a primeira vez que um dos modelos produzidos em Ponte de Sôr e Caldas da Rainha foi intercetado pelo exército russo.
“Tinha uma estrutura de cauda e asa diferente. Quando chegámos ao local do acidente, descobrimos que era um drone de reconhecimento português”, afirmou o mesmo comandante à agência noticiosa Tass. A Tekever tem fornecido ao exército ucraniano os sistemas AR3 — mais leves e manobráveis — e AR5 — mais robustos, voando a maiores altitudes.
